O retorno da águia, Erica Paes

Publicado: 8 de agosto de 2015 em Uncategorized

ERICA CAPA RETURN

Pessoal, estamos a poucas horas de um grande evento, aguardando um novo renascer. Irei confessar aos meus amigos de leitura, que não estou nem aí para o evento. A personagem desta crônica, retirou-me do berço das ideias pela madrugada. Angustiado com a sua dor e apaixonado por sua história, decidi por “obrigação poética”, reviver mais um daqueles mergulhos profundos e enamorados, destes que nos motivam a continuar batalhando os sonhos e nos encorajam a sermos protagonistas de nosso próprio destino.

Paes, se me permite o atrevimento, comecei a escrever sobre o seu futuro, a brincar de advinho, bem no dia 26 de abril, um dia antes da sua luta. Fui tomado por um espírito, acho que foi a divindade que rege a criatividade e o amor dos cronistas por grandes personagens. Esta entidade ordenou-me que tirasse os olhos deste texto e pusesse o meu atrevimento para fora da janela, pois este espírito que toma as minhas mãos de assalto obedece aos Deuses; e ríspido, determinou que fosse tomar a benção da lua, antes de cobrir de tinta as rédeas desta crônica.

Enfim, não me atrevi a questioná-lo, obedeci. Sai de meu quarto e fui rende-la as homenagens, cumprir com o ritual. A lua estava cheia, majestosa e linda. Acenei a ela, meio acanhado e dei passagem para que a sua luz pudesse abraçar minhas ideias . Majestosa, concedeu-me a benção para que pudesse vagar as letras, sendo o curador de sua história.
A personagem desta psicografia romanceada é uma casca grossa das antigas, praticamente iniciou a fase de transição do “jurássico” vale tudo para o mma, inovação da pós – modernidade. A pessoa de quem irei tratar estas linhas tem o mixed de lutas no sangue, eis que além de mulher é mãe, faixa preta de jiu jitsu e cantora… pasmem os senhores, das boas.

Nelson Rodrigues, tão genial quanto os espíritos que regiam as previsões de Chico Xavier, ao que nada na vida acontece por acaso, afirmava: “Sem sorte não se come nem um Chicabom. Você pode engasgar-se com o palito ou ser atropelado pela carrocinha.” Por que digo isso? Por uma razão simples: esta guerreira nasceu e banhou-se nos “Olhos D’água” de Belém do Pará, terra de seu conterrâneo “Parazinho”, do amigo Lyoto e de seu grande incentivador, treinador e amigo, Josuel Distak. Mal comparando, era como se eu tivesse talento para a música, gostasse de Rock e por coincidência divina fosse amigo de infância dos Beatle’s.

Esta mulher nasceu guerreira, bem a frente de seu tempo. Como a mesma costuma dizer, o seu dom pela luta vem de seu instinto de defensora dos fracos e oprimidos. Foi deste jeito, enfrentando preconceitos e a vida, que Erica Paes desbravou os seus caminhos, sempre duros, eivados pela desconfiança.

Agora, livre do peso do passado, Erica poderá aproveitar o resultado valioso que uma renovação aquilina sempre o traz: a saborosa liberdade para voar mais e mais alto.

 

 

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Entrevista com Erica Paes, por Cleber Abajur:

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Erica, gostaria de transformar esta entrevista em algo próximo da informalidade, como num bate papo de varanda. Construiremos uma narrativa, abordando sobre cada ponto importante de sua vida, da atleta e do ser humano: mãe, mulher e trabalhadora. Deste modo, gostaria de iniciar o nosso “dedo de prosa”:

–  Diz pra gente, o seu contato com a luta vem de sua infância, qual foi o seu primeiro esporte?

Erica  Paes:

–  A minha relação com a luta vem desde criança. Meu pai treinava Caratê com o pai do Lyoto, Yoshito Machida, junto de meus irmãos mais velhos.

– Você conhece a família do Lyoto Machida há muito tempo?

– Sim. Ele é meu amigo de infância.

– Iniciei no esporte aos 6 meses de idade: natação, no clube do Remo – Belém/PA. Com o passar dos anos, por conta da altura, passei a figurar na pré-equipe do Remo de natação. Como era “caneluda”, acabei parando no vôlei de quadra.  A minha vontade sempre foi  lutar Caratê, mas meu pai (machista) não permitia. Ele determinava que (nós somos duas mulheres e dois homens) os homens fariam caratê e as meninas ballet. Até o dia que conheci o meu primeiro treinador, ele morava no mesmo prédio (Belém do Pará) e era vizinho da minha mãe, Ricardo Holanda. Ele sempre me via chegar toda equipada de voleibol: joelheira, cotoveleira, “montadona”.  Quando batia o olho em mim, dizia:

“Para com isso, você tem de treinar Jiu Jitsu”!

–  Eu nem sabia pronunciar o nome direito, pois tinha apenas doze anos. Daí em diante, comecei a treinar e me apaixonar por Jiu Jitsu. Tratei de arrumar logo um quimono (velho mesmo) e passei a freqüentar os treinos, escondida do meu pai. E assim foi… Até os dias de hoje, 20 anos se passaram.

Cleber Abajur – Quais foram as artes marciais que praticou durante a vida?

Erica  Paes:

– Bem… Caratê não cheguei a fazer. Treinei  Jiu Jitsu (Bicampeã mundial), Judô (Vice Campeã Norte/ Nordeste, Bicampeã paraense), Muay Thai, Aikido, Kickboxing, Wrestling e Boxe.

Cleber Abajur –  O MMA está presente na sua vida desde cedo?

Erica Paes:

– Sim e não.  Sou do tempo do vale tudo, conheço o Lyoto dessa época, deste intercâmbio de artes marciais. Posso afirmar que o intercâmbio de artes marciais me acompanha de muito tempo.

Cleber Abajur – Conheceu o Lyoto, por conta da amizade de sua família com a dele?

– Não, conheço o Lyoto através do Jiu Jitsu. E o conheci criança, pois o meu pai era aluno do pai dele. Mas a amizade mesmo veio através do Jiu Jitsu.

Cleber Abajur – Quais os seus  principais títulos de Jiu Jitsu?

Erica Paes –  Como faixa preta, fui  Bicampeã mundial, Pentacampeã brasileira e Campeã Pan-americana.

Pergunto:

– Chegou a lutar no exterior?

Erica Paes – Sim, o campeonato Pan-americano foi em Orlando – Florida/ EUA. Mas, também lutei na Europa.

Cleber Abajur – Sabemos que Josuel Distak, reconhecidamente um dos maiores treinadores de MMA do mundo, tem uma participação importante na sua vida como atleta. Conte-nos um pouco sobre a história de vocês?

Erica Paes – Ele me conhece das antigas. Somos do tempo do “Parazinho” (que era do Boxe e treinava Judô), Wilson “Boi” (grande mestre), Rei Zulu –  com quem tive o prazer e a honra de treinar e ver atuando nos primórdios do Vale Tudo, quando nem se ouvia falar em MMA.  Era menina, tinha de 13 para 14 anos. O Distak sempre esteve envolvido com o Vale Tudo. Além disso, dentro de nosso Estado (ele também é paraense), o governo apoiava o esporte amador no geral, assim como o Jiu Jitsu e o Boxe. Então, sempre quando tinham os eventos,  atletas e treinadores estavam presentes. Nós nos conhecemos daí. Mais para frente, por volta dos meus 16 anos, conheci o pai do meu filho, ele era da seleção paraense de Boxe. Quando treinava, sempre o acompanhava. Por coincidência, Distak também fazia parte da mesma equipe. Por isso, nós sempre nos esbarrávamos. Por vezes, treinávamos juntos. Até que acabei levando jeito para a coisa. Alguns anos mais tarde, aos 21 anos, fiz a minha primeira luta. Nem sabia que ia lutar, foi o Distak que resolveu me  inscrever de supetão:

– “te coloquei num evento aqui em Macapá, quando é que você vem para cá”?

Erica:

– “Olha, acabei de lutar agora, vou descansar”.

Distak:

– “Não, não descansa, vai te embora! Está aqui a passagem”- Ai fui… chegando lá, estava a minha foto num outdoor gigantesco. Daí lutei, foi bacana. Fiz a luta à la Gracie, de quimono e sem luva. Ainda era uma carnificina naquela época, mas graças a Deus deu tudo certo, coloquei para baixo e finalizei, num mata leão invertido, a lutadora Carmem Casca Grossa.

Cleber Abajur – E a amizade fora dos treinamentos?  Pois, nota-se uma admiração e um respeito muito grande entre você e o mestre Josuel Distak.

Erica esclareceu:

– As dificuldades que a vida nos trouxe, nesta longa estrada, fizeram com que nos aproximássemos –  Carregada de nostalgia, ela relembra toda a sua trajetória no MMA com mestre Distak:

–  Quando o Distak foi para São Paulo em 2004, a convite do Vitor Belfort, para a Belfort Team – no Morumbi, ele me levou junto, pois o Vitor comentou que queria uma mulher em sua equipe.  Naquele momento, ele passou a ser meu treinador de MMA. Infelizmente, não durou muito, porque o Vitor teve alguns problemas pessoais (o falecimento da irmã) que determinaram a extinção do time. Distak continuou em São Paulo e parti para o Rio, pois teria mais opções de buscar um lugar para treinar, enquanto ele se estruturava. Chegando no Rio, fui a academia do mestre Osvaldo Alves, quem me formou faixa preta (hoje treino com o mestre Sylvio Behring, sou Behring Jiu Jitsu).  No entanto, havia um grande problema: a sua academia não tinha treino de MMA. Sendo assim, ele indicou a academia do mestre Artur Mariano, que foi seu aluno, e de quem cultiva grande amizade. O mestre Artur Mariano recebeu-me de braços abertos. Treinei em sua academia por um tempo,  mas tinha um outro porém…

– Sério, qual era? Erica complementou:

– O Muay Thai não era a minha arte. Treinava bem, mas não me sentia  a vontade. Embora tenha aprendido muito da parte em pé com ele. Para mim, o mestre Artur é um dos maiores treinadores de Muay Thai do Brasil. Assim, diante de toda essa dificuldade de adaptação, lembrei-me de um outro colega de treinamento, que respeito como um  mestre: José Mário Sperry. Ele era o nosso companheiro de treino na academia do mestre Osvaldo Alves. Tinha lido, há um tempinho, uma matéria que ele, Bebel Duarte e o mestre Murilo Bustamante estavam liderando a Brazilian Top Team. Diante disso, resolvi sair na cara e na coragem para bater a porta da BTT. Quando cheguei à academia, Bebeo Duarte recebeu-me à sua moda:

– “aqui nós não treinamos mulheres, mas para você não perder a sua viagem, pode dar um treino hoje”.

Pensei: – “já que estou aqui, vou dar um treininho mesmo” – No outro dia tornei a voltar a BTT. Caso me mandassem embora, iria sem problemas. Assim que cheguei, Bebeo logo colocou os olhos em mim, senti que o tinha deixado aborrecido, mas fingi que nem era comigo. Mas para a minha sorte o Zé chega de viagem e quando acaba de por os pés na academia, vou até ele e digo:

– “Zé, lembra de mim”?

Continua…

ERICA CAPA02

 

No capítulo anterior, falamos um pouco sobre a origem da Atleta de MMA, Erica Paes. Natural do Belém do Pará, desde muito nova demonstrava vocação para o esporte. O Jiu Jitsu foi o seu “berço” de lutas, onde conquistou todos os títulos possíveis, sagrando-se Bicampeã Mundial na faixa preta. Aos 21 anos fez a sua estreia no “vale tudo”, conduzida por Josuel Distak. Embora vitorioso, o caminho foi duro. A partir do desmembramento da equipe de Vitor Belfort (a qual era parte integrante), Erica buscou apoio no Rio de Janeiro, enquanto seu mestre se estruturava em são Paulo. Ela passou por vários centros, treinou com o mestre Osvaldo Alves (sua primeira escola de Jiu Jitsu, onde recebeu a faixa preta), Artur Mariano (Muay Thai), antes de bater a porta da BTT (Brazilian Top Team). Esta academia despertou seu interesse por tratar-se de um centro de treinamento cuja base era o Jiu Jitsu, mas voltada para o MMA. Motivada por ter entre os membros fundadores José Mario Sperry, antigo colega de treino, Erica decidiu tentar “ a sorte”. Mas, não foi recebida com flores. Um dos donos da BTT, Bebel Duarte, não permitia que houvesse treino com mulheres, e tentou dificultar a entrada de Erica em sua equipe. Como o “não” era um dos combustíveis de sua carreira, ela voltou no dia seguinte, e por sorte, eis que aparece, recém chegado de viagem, sua “esperança”: Mario Sperry. Com novo ânimo, a atleta toma coragem e corre em direção a sua única e última chance, na esperança que o amigo ainda a tivesse “viva” em sua memória:

– Zé, lembra de mim? Ele me olhou, olhou…

– ”Erica”! Pronto. A partir daquele instante, expliquei toda a minha situação, disse que tinha duas lutas de MMA, mas que o meu mestre era o Distak, e que estava em São Paulo se estruturando. Ou seja, vendi todo aquele peixe para ele. Inclusive, informei que tinha vindo no dia anterior, mas que o Bebel havia informado que a BTT não treina mulher… Daí, no mesmo instante, o Zé mandou parar todo mundo de treinar –  Rodrigo Minotauro, Rogério Minotouro, Jucão, Cacareco, por aí vai – e disse:

– “Pessoal, esta aqui é a Erica Paes, Black Belt, campeã do mundo, vamos dar uma força para ela, pois já está de luta marcada. A partir de agora, Erica passa a ser o mais novo membro da BTT. Todo mundo correndo” – Foi assim que entrei (risos). Mas a coroação veio mesmo, depois que lutei contra a Cyborg. Pois a rivalidade da época  era BTT x Chute Boxe, assim como Vasco x Flamengo, Brasil x Argentina. Com a minha vitória, a BTT passou a Chute Boxe em numero de vitórias.  E foi uma vitória foi digna de BTT, no chão, com direito a finalização: uma chave de pé dupla. Aquela conquista me deixou conhecida no mundo todo, não só na BTT.

Cléber Abajur – Qual foi o motivo de ficar tanto tempo afastada do MMA?

Erica Paes – Fiquei 7 anos parada. A minha última luta foi em 2005. Por uma série de motivos: pessoais, lesão atrás de lesão, mais a falta de incentivo financeiro que possuía de um grande patrocinador de meu Estado. Era um patrocínio do Governo. Dormi com esse patrocínio e acordei sem, pensei: – “meu Deus, e agora o que fazer? Eu e meu filho. E agora? Se partir para arrumar um trabalho normal, como vou treinar”? Então, coloquei a cabeça no lugar e raciocinei: -” o que eu sei fazer”? Por que não podia atrapalhar o meu treinamento.  Então, comecei a cantar, pois sempre gostei… Sempre participei de roda de música. E deu certo! Os shows começaram a bombar. Montei uma banda, nunca fiz curso nem nada. Decorava as músicas e “simbora”. Também gostava de compor músicas próprias.

– Qual era o seu estilo? Pergunto.

– MPB/POP, um trabalho bem bacana. Graças a Deus vivi, e vivi muito bem da música. Entretanto, quando começou a dar certo, veio um empresário que me deixou na mão e me enrolei toda, tive de parar de treinar. Treinava esporadicamente, a luta ficou em terceiro plano. O máximo que fazia era bater um saco, dar uma corridinha e um rola vez ou outra. Naquele instante, ungido pelo sagrado espírito “nonsense”, eis que me lanço ao óbvio do qual poucos cretinos leigos se atreveriam:

– Então, não dava para conciliar os treinos com a música?

– Não, impossível! Subia no palco uma hora da manhã, descia lá pelas três, quatro horas, e tinha de acordar cedo. Não tinha como. Tem de respeitar. Atleta tem que dormir cedo, ter alimentação regrada e não sair. Agora, na minha volta, tive de fazer toda uma readaptação, o que não é tarefa fácil – Afirmou Erica.

Cleber Abajur – Como que funciona isso? Você que sempre foi atleta, mas de repente teve problemas de patrocínio e partiu para uma outra carreira, que você mesma disse, de muito sucesso. O que motivou o seu retorno para o MMA?

Erica Paes – Pois é, infelizmente, não estava bem amparada pelo empresário que agenciava a minha carreira. Este empresário me levou para São Paulo, assinei com uma gravadora e etc. Mas, em um determinado momento, ele me deixou na mão, sem ter o que fazer. A partir daquele instante decidi voltar.  Somado a isto, sempre mantive contato com o Distak – nós temos uma ligação de amizade e companheirismo forte, estamos sempre visitando a casa um do outro. Sou amiga da Claudia – esposa dele – adoro suas duas filhas-, sempre mantivemos contato, nunca nos desligamos – e ele sempre dizia: “Erica volta a treinar, volta a lutar”.  Sendo assim, chegou um momento que me vi naquela situação, na mão em São Paulo, decepcionada, desgostosa da música. Determinada, resolvi dar a “cara para bater”, liguei para o Distak e disse:

– “vou operar o joelho e vou voltar”- Operei o joelho em março de 2010, com o Dr. Silvio Sacramento, em São Paulo – um dos melhores médicos de joelho do mundo. Ele  operou o Ronaldo Fenômeno. O Dr. Bernardinho Santi, médico do COB, foi o responsável por indicar o Dr. Sacramento. Fiz a cirurgia e fui para Belém. Logo em seguida, Encontrei com o Distak e conversamos sobre a cirurgia. Decidimos que o melhor seria ficar na minha cidade fazendo fisioterapia, até que me recuperasse totalmente. Entretanto, fiz duas lesões muito chatas no período de recuperação da cirurgia (praticando corrida e boxe): tendinite patelar no joelho operado – inflamação na patela – e uma epicondilite no cotovelo esquerdo – epicondilite é uma inflamação na região do epicôndilo do cotovelo, decorrente a movimentos repetitivos com impacto. Devido a isso, procurei o meu médico, que é ortopedista desportivo: o Dr. José Silvério. Por coincidência, ele (junto com o Dr. Flavio Freire) tinha levado uma inovadora técnica para Belém, o PRP (plasma rico em plaquetas), este procedimento é usado na recuperação dos maiores atletas mundiais, mas, infelizmente, o plano de saúde não cobria. No entanto, eles se sensibilizaram comigo e realizaram o procedimento em meu joelho e cotovelo, sem custos… Passados nove meses de tratamento intensivo, o Dr. José Silvério deu alta para que pudesse retornar aos treinamentos no Rio (X-GYM). Liguei na hora para o Distak, que disse:

– “Vem te embora para cá”-  Parti para o Rio, com 200 reais no bolso, uma mala pequena e mais nada. Quando cheguei, dia 2 de fevereiro, fiquei na casa de um amigo, André Sampaio, por 10 dias. Logo em seguida, o Distak me deu a chave de num apartamento no Recreio, no dia 12. Naquele mesmo dia, ele apresentou dois empresários, que estão comigo até hoje. No próprio dia 12, já estava recebendo salário na frente, enfim… Mas com 5 meses, treinando de maneira intensa na X – Gym, prestes a lutar, o meu mundo desabou…

Continua…

ERICA CAPA03

Logo após alcançar a maior vitória de sua carreira, sobre a Cris Cyborg, Erica Paes mergulha num “drama” pessoal que perdura 7 anos: sequencia de contusões, perda de patrocínio e algumas decepções pessoais, faz com que interrompa a sua promissora carreira de atleta e migre para a música, onde alcança prosperidade e sucesso. No entanto, quando o destino bate a sua porta você deve atendê-lo, e foi isso que fez a nossa personagem. No auge de sua carreira musical, com tudo praticamente certo em São Paulo, gravadora, etc, seu empresário lhe falta… Mas o seu grande amigo, não. A partir deste momento, Erica decide retomar a carreira de atleta e encontra todo o suporte que necessita em Josuel Distak. Com duzentos reais no bolso, ela retorna para o Rio e assim que chega é apresentada a empresários que lhe dão todo o suporte para que se mantenha na ativa, recebendo salário adiantado, assim como as chaves de um apartamento para seguir os seus treinos de Josuel Distak.

No entanto…

– Com 5 meses, treinando de maneira intensa na X – GYM, prestes a lutar, o meu mundo desabou… Fiz uma lesão gravíssima na coluna. Uma extrusão de hérnia, perdi parte da sensibilidade nas pernas, terrível. Não sentia da cintura até o joelho, fiquei dez dias internada recebendo morfina na veia. Liguei para o Distak que de pronto veio me visitar. Estava no hospital da Barra, sendo transferida para o hospital das Laranjeiras. Entretanto, o pior momento da minha vida foi quando os três médicos que estavam cuidando de mim, disseram:

“Erica, lutar não. Vamos nos esforçar para recuperar os seus movimentos das pernas e para que volte a ter uma vida normal novamente. No entanto, nada lutas”.

– O meu mundo acabou. Chorava e rezava muito. Quando recebi alta para voltar a fazer os exames pré – operatórios, pronta para fazer a cirurgia, fui a X – GYM e entreguei os exames para o Distak e o Camões. Disse a eles:

– acabou, não vou mais lutar.

Camões foi sereno e retrucou:

“Tá, ok, Beleza.Vai lá na Jaque. Vai na Doutora Jaqueline Figueiredo e mostre isso tudo para ela. Escute o que ela tem a falar. Se ela falar que não mais tem jeito, opera. Mas não acabou nada”

– A doutora Jaque estava nos EUA e voltou dois dias depois. O mestre Camões passou o rádio para ela na hora, que respondeu dos EUA, no mesmo instante. Chegando aqui, para seguir as recomendações da doutora Jaque, fiz toda a minha mudança para a Barra. Chegando em seu consultório, a doutora disse:

“realmente o seu caso é bastante grave, vamos tentar não passar pela cirurgia, mas irei precisar de 100% de seu empenho”

–  Passei por um ano e meio de tratamento intensivo. Teve dia que passava quatro horas no consultório da Jaque. Meses depois, transcorrido todo o período de tratamento, a doutora Jaque me levou ao seu médico de coluna, não me recordo o nome, no centro empresarial do Barra Shopping. O médico fez todos os exames, perguntou se estava sentido alguma dor. Disse que não e ele me liberou. Ai, pronto! Estava apta para voltar aos treinos. Graças a Deus, hoje não sinto dor nenhuma e depois de todo esse tempo, estou quase batendo o peso, no gás, para a luta do dia 27 de abril.

Em seu retorno ao MMA, Erica anotou mais uma vitória em seu currículo. Ela teve pela frente Gisele Maciel, e finalizou com um armlock no triângulo aos quatro minutos de luta.

Cleber Abajur – Gostaria de abrir para uma outra questão: Quando esteve parada, de onde você buscava a sua renda?

Erica Paes – Os meus empresários, Roberto Carvalho e Alexandre Mira, destinam um salário para que me preocupe exclusivamente com os treinos. Com esta renda, pago as minhas contas, faço as compras, pago condução, tudo. Eles são impecáveis, nunca atrasaram nenhum pagamento e tudo que preciso para render bem em meus treinos: equipamento, suplementação, todo o suporte técnico, eles chegam junto. Mesmo quando tive a lesão, sempre tive todo apoio e confiança da parte deles.

Cleber Abajur – Qual é o seu maior sonho, enquanto lutadora?

Erica Paes – O cinturão, é isso que eu quero. O meu retorno se justifica objetivando o cinturão. Foi para isso que voltei. O que terei de passar para chegar até lá, quem terei de enfrentar pelo caminho, não sei e pouco importa, eu vou em busca do cinturão do UFC.

Cleber Abajur – Com o UFC abrindo vaga para uma única categoria, existe a possibilidade de você enfrentar alguma amiga pessoal, ou companheira de treino?

Erica Paes – Felizmente, por um lado, posso dizer que possuo várias amigas lutadoras. Mas, por outro, com este afunilamento em uma única categoria, esta todo mundo querendo ir para  61. Quem é de baixo está subindo, quem é de cima está baixando. Portanto, vai ser inevitável que um dia isso ocorra, espero que isso nunca aconteça, mas se acontecer, vou ter de enfrentar. Só existe uma categoria e nós somos profissionais.

Cleber Abajur – Você é a única lutadora no mundo a bater a Cris Cyborg. Existe alguma possibilidade de ter um “tira teima”, uma revanche entre as duas? Continua…

ERICA CAPA04

 

Nos capítulos anteriores, falamos um pouco sobre a origem da Atleta de MMA, Erica Paes. Natural do Belém do Pará, desde muito nova demonstrava vocação para o esporte. O Jiu Jitsu foi o seu “berço” de lutas, onde conquistou todos os títulos possíveis, sagrando-se Bicampeã Mundial na faixa preta. Aos 21 anos fez a sua estreia no “vale tudo”, conduzida por Josuel Distak. Embora vitorioso, o caminho foi duro. Logo após alcançar a maior vitória de sua carreira, sobre a lutadora Cris Cyborg, Erica Paes mergulha num “drama” pessoal que perdura 7 anos. Entretanto, depois de ingressar a carreira de cantora e conquistar o seu espaço, Erica decide retomar a carreira de atleta, após o abandono de seu empresário, e encontra todo o suporte que necessita em Josuel Distak. Mas, com 5 meses, treinando de maneira intensa na X – GYM, prestes a retornar, o seu mundo desabou: fez uma lesão gravíssima na coluna. Uma extrusão de hérnia, perdendo parte da sensibilidade nas pernas, o que poderia ter interrompido a sua carreira em definitivo. Mas, a sua equipe, através do mestre Rogério Camões e a Doutora Jaqueline Figueiredo, deu todo o suporte para que, depois de mais um ano e meio de tratamento intensivo, Erica pudesse estar de volta e em perfeitas condições de saúde, habilitada para voltar aos treinos. De volta a ativa, ela teve pela frente a atleta de MMA Gisele Maciel, e finalizou com um armlock no triângulo aos quatro minutos de luta. Portanto, ao regressar, dando continuidade aos trabalhos e as lutas, a pergunta que surge é: “Existe alguma possibilidade de ter um tira teima, uma revanche entre você e a Cris Cyborg”?

Erica Paes – Nada contra enfrentar a Cris novamente. Tenho muito orgulho em ter sido a única mulher a conquistar este feito. Mas hoje, ela luta pelo Invicta e o meu objetivo é lutar o UFC. Isto já foi pré – estabelecido quando retornei de lesão. Essa sempre foi a ideia do Distak, que baixasse para 61. Então, esta é a minha categoria. Quem determina o que vou fazer da minha carreira são meus treinadores e meus empresários, isto pela confiança que tenho neles. O meu papel de lutadora é treinar e lutar. E a Cris disse, aos quatro ventos, ser impossível baixar para esta categoria. Mas luto contra qualquer uma, estou pronta para lutar.  Entretanto, procuro seguir aquilo que os meus treinadores determinam.

Cleber Abajur – Como é a rotina de lutadora e mãe, dá para dividir perfeitamente?

Erica Paes –  Claro! Eu sou uma mãe caxias para caramba,  ponho o meu filho para fazer inglês, praticar esporte (ele ama esporte), faço café da manhã, almoço, jantar, lanche, lavo roupa, arrumo a casa e levo a praia. Além de fazer todas as tarefas de uma dona de casa normal e de mãe, ainda treino. Isto não atrapalha a minha rotina de atleta. Treino quatro horas diárias (seg. à sáb), sendo três horas na X- GYM – das 12h às 14h –  e uma hora de parte física. Além disso, faço uma hora de fisioterapia dentro da clínica da Dra. Jaqueline Figueiredo. Hoje pratico a fisioterapia preventiva. Realizo um trabalho de estabilização a partir de um trabalho funcional, para prevenir lesões.

 

Cleber Abajur- E o Filhão, leva jeito para a arte suave?

– O Renzo, meu filho, não gosta de Jiu Jitsu. Tentei de todas as maneiras trazê-lo para a arte suave, mas não adianta, não é a praia dele. Ele antes de lutar, já chutava. Deve seguir os passos do pai. O pai dele é preta de Muay Thai do mestre Luis Alves, e campeão mundial na Tailândia. Hoje é um dos maiores treinadores de Muay Thai do Brasil – Resignou-se Érica, que concluiu:

– Agora ele está em Belém visitando o pai, esta passando as suas férias e resolveu apaixonar-se por esse pai. Eu achei que não tinha o direito de privar isso dele, pois a referência paterna do meu filho sempre foi o meu irmão. E ainda bem que deu tempo do pai dele tentar resgatar isso. Renzo esta apaixonado por ele. Tudo bem que no início foi difícil, quase morro. Foram três finais de semana chorando, e muito. Nossa, foi horrível!  Meu filho, meu bebê…14 anos, mas 14 anos comigo. Mas estou feliz por esse reencontro, graças a Deus.

Cleber Abajur – Quais são as modalidades de luta que você pratica durante a semana?

Erica Paes – Durante a semana: MMA –  mestre Josuel Distak, Wrestling – mestre Adrian, Boxe – Carlos Rapadura, Jiu Jitsu – mestre Silvio Behring. Basicamente isso. Na parte de preparação física, trabalho com Caio e o mestre Camões.

Cleber Abajur – O seu jogo casa com o da Ronda?

Erica Paes – Na verdade são muito parecidos. Entretanto, o chão do judô comparado ao chão do Jiu Jitsu é diferente. Eu sou mais o meu Jiu Jitsu.

Cleber Abajur – Mas ela não utiliza as técnicas de Jiu Jitsu?

Erica Paes –  Não,  porque o armlock é uma chave utilizada tanto no Judô como no Jiu Jitsu. Mas, se tiver de apostar em alguém, sou mais eu e o meu chão. Mesmo assim, se no momento em que estiver no UFC a dona do cinturão ainda for a Ronda, irei seguir a estratégia que o Distak determinar, pois ele é um sábio… Confio inteiramente nele, nós somos uma família e estamos interessados na vitória da equipe.

 

Cleber Abajur – Existe segredo para o armlock da Ronda?

Erica Paes – Pela minha experiência, de chão e armlock, além de todas as outras finalizações que conheço, o segredo é não deixar pegar. Pois se encaixar, não tem jeito. Tem de se treinar para não deixar pegar, para não ser finalizado. Treinei a vida toda para isso. O meu Jiu Jitsu sempre foi voltado para a finalização.  Se esta luta chegar, caso ela ainda esteja com o cinturão, saberemos o que fazer, confio na minha equipe e no meu Jiu Jitsu.

Cleber Abajur –  Agradecimentos:

Erica Paes – Divido com os meus mestres – Distak, Camões, Sylvio Bering (grande mestre de jiu jitsu, faixa coral – gênio); os meus empresários – Roberto Carvalho, Alexandre Mira; os patrocinadores – Xporte Carioca, a Clínica Jaqueline Figueiredo, a Sexy Machine, Zezinho Rebelo (grande amigo e Empresario do Pará) ; e sobretudo, com os meus companheiros de equipe, pois sem eles não teria como ter esse treino de grande nível,  todos os dias, na X – GYM. Oss!

Patrocínio novo – Y.Yamada.  Eles me apoiavam na época de menina no Jiu-Jitsu. Recentemente (depois da luta), regressei a Belém  e procurei a Diretora do grupo Y.Yamada: Neuza Yamada, a fim de agradecer por tudo o que eles fizeram por mim no passado. Aquele incentivo – para eles mínimo – foi fundamental para a minha formação de base no Jiu Jitsu. Eles custeavam minhas passagens, hospedagens para competições importantes, como por exemplo: o mundial de Jiu-Jitsu, onde fui Campeã Mundial e 2 vezes Vice Campeã. Neste ato de gratidão, acabei conquistando  – hoje, atleta de MMA e profissional – um patrocínio da empresa… Feliz pra caramba!!! Oss!!

erica paes

FIM

Seja muito bem- vindo, R10.

Publicado: 13 de julho de 2015 em Uncategorized

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Esses poetas… Esses poetas… como reclamam! Quanta gente reclamando da contratação do Ronaldinho Gaúcho. E, pasmem, tricolores! Desculpe, eu ainda prefiro ver um craque jogar. Sem exagero.

Não vi muitos de perto, confesso. Sou tricolor das “vacas magras”. Daquele de ir a geral ver Fluminense e D. Pedro (time de bombeiros do DF) pela terceira divisão, para ganhar de um a zero, e suado. Mas tive algumas alegrias como torcedor…

A primeira foi ver o Ézio no Maracanã, principalmente contra o Flamengo. Oh, saudade! Quanta saudade daquelas viradas homéricas. Aprendi a ser supersticioso ali, literalmente na chuva, num 4×2. Foram 3 gols de nosso super – saudoso – herói, e de virada. Como fui feliz com aquele “timinho”, cuja maior estrela, nunca teria vestido a camisa da seleção brasileira. Pior para os fatos, diria outro tricolor apaixonado: Nelson Rodrigues.

Não muito tempo depois, perto de aposentar, veio Renato Gaúcho. Um velho quebrado e em Fim de carreira. Boêmio. Tudo de ruim! Mas, como jogou…

Lembro das músicas que vinham das arquibancadas, “O primeiro foi 0x0, o segundo foi 3×1, o terceiro foi 4×3, e esse time virou freguês”! Musiquinha que a torcida fez em homenagem a um Renato “bichado”, “chinelinho”, todo ferrado, mas que me deu a maior alegria da vida como torcedor, o Estadual de 95. Comemorei mais que os dois brasileiros que vieram quase 20 anos depois, muito mais.

Também tive a oportunidade de saborear os gols de outro velhinho cacarecado… outro “festeiro” que não gostava de treinar: Romário. Provável, bem provável que tenha sido o time que teve a atuação mais apagada em toda sua trajetória como jogador profissional. Mas, ele fez um gol de bicicleta. Mas… a sua estreia contra o Cruzeiro no Maracanã, diante de uma torcida única de 70 mil pessoas, foi uma das coisas mais bonitas que tive a oportunidade de presenciar na vida como torcedor. Além de seus dois golaços, claro. O Jogo foi 5×1. Um outro jogo marcante fora uma derrota para o Flamengo, 3×2… Isso, derrota. Que o baixinho jogou tudo e mais um pouco. Meteu dois gols e estávamos na frente, em mais uma virada contra o Flamengo. Quase. Foi ele se contundir e o time todo, todo, mais a torcida, por volta de mais de 50 mil tricolores, quando o Mara
canã ainda era gigante, arriar por inteira, de luto. Fui saber o que era isso, esse clima de velório, na arquibancada, naquele jogo, com por causa do Romário.

Não comemorei muitos títulos, é verdade, mas estes poucos craques que tive a oportunidade de ver de perto, tocavam diferente na bola, e mexeram o coração deste torcedor de uma tal maneira, que vou repeti-los por mais 30, 40 anos. Não tenha dúvida disto. Não ousem!

Por essas e outras, vou estar no jogo de estreia do Ronaldinho, a que importa, no Maracanã. Pois, mesmo que “Frank Sinatra” não seja mais o mesmo… É e vai ser sempre: O grande Frank Sinatra.

Hoje, confesso, o Maraca não é mais o mesmo. Tá novinho, pequerrucho, cheirosinho, de uma chatice silenciosa e perfumada. Sem o mesmo brilho. Entretanto, é o Maracanã que temos a disposição, como o Ronaldo: boêmio, caro, largado, mas que continuará sendo Ronaldo.

Saudações Tricolores.

A segundona é logo alí, ó!

Publicado: 21 de maio de 2015 em Uncategorized

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Concordo com o coro e afirmo, toda a culpa pela péssima gestão feita pela atual administração do Fluminense Futebol Clube é de Celso Barros, sim! Por ter escolhido o Peter para apoiar como candidato a Presidência do Fluminense, duas vezes (mal comparando, votei na Dilma duas vezes e pago caro por isso, fazer o que?). Foram dois anos de campanha e promessas antes de assumir o clube, que afunda a cada ano.

Hoje, não temos a Unimed, como também não acertamos a contratação de um técnico sequer. Foram três: Cristovão, “Deus me Livre”; Drubscky, “Já Vai Tarde” e Enderson, “A Esperança segue na Segundona”(este ninguém quer. Enderson conseguiu ser demitido em dois clubes no mesmo ano, quase um recorde!) . A solução caseira (Marcão) seria muito melhor, mais barata, e o simples, Ele sabe fazer. Conhece e tem a confiança de todo o grupo, teria o apoio dos jogadores, como o Andrade teve no Flamengo.

Fora isso, vale a pena lembrar. Ah, se vale! O projeto do C.T., primeiro “projeto”, digo, promessa de campanha (mais correto) de nosso “querido” presidente, não saiu do papel. Lembrem-se, para isso Ele vendeu o Conca e o Wellington Nem, e até agora ninguém viu a cor deste dinheiro. Hoje, estamos devendo até décimo terceiro salário de jogadores e de alguns funcionários do clube.

A única sombra de um C.T. que possuímos, vamos agradecer a Dudu Paes, nosso prefeito, que nos doou um terreno (agora quer tomar, porque não existe obra, nada, nem previsão de início). De estratégia e plano de obras, só uma social (com muita pompa!) no salão nobre das Laranjeiras para inglês, torcedores e a mídia (Ele adora aparecer na tevê!) ver. Antes, a desculpa era a falta da liberação das certidões negativas; hoje, elas já foram todas liberadas. Silêncio sepulcral.

Plano sócio torcedor.

Com todo o respeito, alguém ai gostou deste plano? O mais caro (PREMIUM, 205 pilas!), dentre todas as (des) vantagens que nos são ofertadas, a mais surpreendente é a que dá direito a uma camisa, ao final de UM ANO de contribuição; isto (detalhe importante), se ela ainda estiver disponível no estoque (piada de muitíssimo mau gosto!).  2460 R$. Esta é a quantia a ser paga por um ano de contribuição. Quem aí prefere comprar a camisa diretamente numa loja, da Adidas!?  O Fluminense nem loja tem, acredita? E olha que o clube esta em crise financeira há tempos! Não me parece. Ah, já tivemos problemas nos cartões de acesso (deste novo plano) ao Maracanã. Ah! O primeiro plano, a do primeiro ano de gestão do Peter, da libertadores, tinha erros de português e era caro pra cacete, TAMBÉM.

O meu, o seu, o nosso presidente Peter mete o “pau” na Federação Carioca (sabemos que ela não vale essa Coca – Cola), especificamente no arbitral, mas nunca foi a uma reunião. O competente presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, a única oposição honesta e exemplar que nós temos, foi. Achincalhado, mais foi.

Ah! Lembrei de outra. O nosso “scout” (moderno) tem 7 jogadores do empresário Eduardo Uram (mais velho que andar pra frente). Dê a palavra, presidente. Oi?!

Mais uma! Esta administração responsável, tem aumentado a dívida do clube, TODO ANO.

Outra! O jovem e promissor Kennedy não foi embora ainda, porque o Chelsea nos deu calote (não depositou o dinheiro); mas Gerson, através de seu p$p$i (fala mais que o nosso Presidente. Ah, se fosse o Eurico! “No Vasco quem manda sou eu!”) já tem tudo acertado com o clube para Ele ir pela primeira merreca de um grande europeu que aparecer. Ou não! Tem o mercado Chinês, o Russo, o Oriente Médio, de Marte; ou seja, os “trinta dinheiros” mais “generosos” levam o nosso menino. Infelizmente, não teremos Gerson nos ajudando na segundona. Triste.

Ih, me veio mais uma “frescato”! E o plano de investimentos (que plano?) engendrado pelo “competentíssimo” Mario Bittencourt para manter os principais jogadores?  Esta atrasado há dois meses. Há, há, o Fred (é o que dizem por ai) já se arrependeu de ter assinado o compromisso.

Por enquanto, a minha raiva (acabo esquecendo de outras coisas, o que é natural) só me permite dizer isto. Só, e “somente” isto.

Temos mais dois anos pela frente de gestão Peter/Mario Bittencourt (que vem candidato, nãããooo!). Agora é aguardar e pagar para ver se no ano que vem conseguimos subir, depois que tivermos terra arrasada.